Luanda - Dois mil e 580 quilogramas de pescado e 105 toneladas de batata rena foram capturadas e produzidas pelas cooperativas de pesca e agropecuária do Namibe e Bié nos últimos dias, criadas no âmbito da implementação do projecto "Vem Comigo".
Esta informação foi prestada hoje, sexta-feira, à Angop, pelo coordenador do projecto, Silva Lopes Etiambulo, o qual afirmou que a cooperativa de pesca do Namibe é constituída por 20 portadores de deficiência de guerra e a mesma entrou em actividade há uma semana com uma embarcação de sete metros e 40 centímetros.
Em relação à cooperativa agropecuária situada no município do Chinguar, província do Bié, foi criada no ano transacto e beneficia 50 famílias de portadores de deficiência de guerra, cultivando uma extensão de terreno de cerca de 150 hectares cedidos pelo Governo provincial.
Na ocasião, Silva Etiambulo apelou as estruturas de direito no sentido de criarem os mecanismos necessários para permitir a evacuação da produção de batata rena para as diversas cidades do país, uma vez que este constitui a fonte de sustento dos membros da cooperativa.
Referiu que esta cooperativa tem em perspectiva produzir batata doce e milho em Junho próximo, em quantidades que não especificou.
Segundo o coordenador do projecto " Vem comigo", é intenção da organização criar mais cooperativas em outros pontos do território nacional com vista a contribuir com as estruturas do governo no combate à fome e à pobreza.
" Nós somos parceiros do estado e pretendemos colaborar na erradicação da pobreza que ainda impera no seio de muitos portadores de deficiência de guerra, mas a falta de recursos financeiros nos tem impedido de levar avante outros projectos em carteira", asseverou.
Silva Etiambulo advogou a necessidade da Associação Nacional de Deficientes Angolanos (Anda) ser considerada uma associação de utilidade pública, visando possibilitar ter mais recursos financeiros para a execução dos seus projectos.
O "Projecto Vem Comigo" é financiado pelo Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, administrado pela Fundação Lwini e coordenado pela ANDA, com vista a inserir no mercado do trabalho deficientes físicos de guerra que se encontravam na condição de mendigos, assim como dar-lhes formação profissional.
As cooperativas estão em toda parte proporcionando oportunidades aos que necessitam de apoio e ajuda para lutarem contra a pobreza até para deficientes físicos.
ResponderExcluirEste exemplo de coragem me motiva a seguir em frente com meu projeto.
Observo que a falta de recursos financeiros tem sido um entrave e espero que nossos governantes comecem a ter mais consciência de que com a ajuda dos parceiros que estão se colocando à disposição da sociedade para ajudarem na erradicação da pobreza, um dos objetivos fundamentais previstos no Art. 3º, inciso III da CF/88, tudo fica bem mais fácil.
Só depende de boa vontade e menos egoísmo por parte deles.